Cascais celebrou uma das suas figuras mais marcantes e apontou o futuro com um novo prémio dedicado à cultura.
Há nomes que se confundem com o lugar onde deixaram a marca. Em Cascais, Mário Assis Ferreira é um deles.
A homenagem, promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais, reuniu várias gerações em torno de um percurso que ultrapassa o universo empresarial e se inscreve na identidade cultural do concelho. Mais do que recordar o passado, o momento serviu para reconhecer um legado que continua a projetar-se no presente e no futuro.
Durante 28 anos na administração da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira ajudou a transformar o Casino Estoril num espaço onde o entretenimento se cruza com a cultura, abrindo portas à música, à literatura e a diferentes formas de expressão artística. Uma visão que contribuiu para consolidar Cascais como território criativo e culturalmente ativo.
Essa dimensão ficou refletida na própria cerimónia. A palavra ganhou voz com poemas de Alexandre O’Neill, Carlos Drummond de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen, antes de dar lugar ao fado de Cuca Roseta, num dos momentos mais sentidos da tarde.
Mas foi o olhar no futuro que marcou o ponto alto da homenagem. Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, anunciou a criação do Prémio Mário Assis Ferreira, destinado a jovens do concelho, entre os 18 e os 30 anos, na área da cultura.
Num tempo em que muitas distinções se esgotam no simbólico, esta decisão introduz outra ambição: investir em quem ainda está a começar. E isso diz tanto sobre o homenageado como sobre o concelho.
Porque um legado verdadeiramente relevante não se mede apenas pelo que já foi feito, mas pela capacidade de gerar futuro.











